A filosofia vegetariana me chama a atenção há muito tempo, porém só recentemente - cerca de 2 a 3 meses atrás - resolvi reunir a força de vontade necessária para segui-la.

Eu nunca gostei muito da carne de gado em si, mas achava que iria ser realmente difícil largar os derivados de que tanto gosto, como bacon, salsicha, presunto, hamburguer, etc., mas, para minha surpresa, essa não foi a maior dificuldade que encontrei em meu estágio de transição para o vegetarianismo.

Percebi que esses alimentos realmente não me fazem falta - apesar de de vez em quando ainda sentir uma enorme vontade de comer salsicha - e várias coisas que gosto pude substituir pela soja. Ontem mesmo fiz um strogonoff de soja que ficou muito bom! Até mesmo meu pai - extremamente carnívoro - aprovou o prato.

Sou ovo-lacto-vegetariana, portanto ainda como ovos, leite e derivados e minha alimentação tem sido muito boa - apesar do grande número de pessoas que pensam que vegetarianos só comem "mato". Descobri que a proteína da carne - que, em falta, poderia fazer mal para minha saúde - é encontrada em inúmeros outros alimentos, tais como a soja, lentilha, ervilha, feijão e até arroz! Li que muitas pessoas - até mesmo vegetarianos - tem excesso de proteína, não falta dela.

Pois é, não tive dificuldade nenhuma na mudança de alimentação. Estou me alimentando melhor, com mais saúde e me sentindo melhor também, por não estar me alimentando de nenhum "defunto". Porém, não está sendo um mar de rosas como era pra ser. Aí vem a dúvida: o que pode estar errado?

A resposta, queridos leitores do blog, é uma palavra: preconceito. Nunca imaginei que iria enfrentar tanto preconceito por não comer carne, visto que nunca desejei convencer ninguém da minha filosofia! Porém, há pessoas que, quando sabem que sou vegetariana, me olham de atravessado, como se eu fosse anormal, aberração! Isso me deixa muito triste, porque como disse, não tento convencer ninguém a deixar de comer carne. Até pelo contrário, as outras pessoas que tentam me convencer a voltar a comê-la!

O maior preconceito vem de minha mãe. A pessoa que eu mais gostaria que apoiasse minha decisão, é a que é mais contra ela. Quando ela conta a outras pessoas que virei vegetariana, ela fala como se fosse algo abominável! Dá a impressão, pela forma como ela fala, que é a mesma coisa que se eu estivesse usando drogas, roubando, etc.

Não desejo atenção especial por não comer carne. Não desejo ser considerada uma "salvadora dos animais", como muitos pensam. Só desejo ser tratada como uma pessoa normal, que tem hábitos alimentares particulares, como todas as pessoas. Só desejo não ser uma aberração em meio a uma sociedade na qual, se você não pensa como o "comum", deve ficar de fora pra não atrapalhar a "maioria".

Postado por † †  Lilica  † †

1 comentários:

paula disse...

sei bem o q é não fazer parte do "comum"... apesar d não ser da mesma forma, agora vc tem idéia do preconceito q sofri...

8 de outubro de 2008 08:58